
Não é muito comum nos nossos tempos que alguem se predisponha a trabalhar por gosto e só por amor a algo. O dinheiro tem cada vez mais importância nos minutos da nossa vida, e todos esses minutos tendem a ser trocados ou vendidos por Euros. Quando alguem se disponibiliza para gratuitamente dar algo de si e do seu tempo em prol dos outros, ficamos admirados e até quantas vezes desconfiados. Há felizmente ainda pessoas para quem o dinheiro não é o motor da sua vida, mas apenas o combustível, que consumido nas proporções correctas para o necessário deixa ainda tempo e disposição para servir os outros. Desses encontramo-los em diversas áreas, repartidos por gostos e carolices, animados às vezes não sabemos porquê, já que como reconhecimento levam apenas desilusões e desagrados. Mas lá continuam com um estoicismo de bradar aos céus como que animados por algo que só eles sentem e que justifica todo o esforço que colocam naquilo a que se dedicam. É graças a esse "maduros" que vive o desporto juvenil em Portugal, desde jogadores a treinadores, passando por dirigentes e apoiantes, tudo é levado a cabo por amor ao desporto, às modalidades e aos clubes. São sem sombra de dúvida o maior número de praticantes e agentes desportivos existentes no País, aqueles que se inserem nestes parâmetros, mas são também aqueles em que menos capital económico é investido pelas entidades federativas. A maioria das federações Nacionais das diferentes modalidades pouca importância lhes dá, endossando fácilmente a sua gestão e regulamentação para as Associações regionais respectivas. Chamam-lhe "a pirâmide", só que esta forma geométrica para estes senhores, tem o "fundo rôto", e o desporto juvenil já há muito que deixou de estar na base. afundando-se cada vez mais no mar das promessas e do "qualquer dia", sem que nada seja feito.































