quarta-feira, abril 05, 2006



ASPECTO DAS ESCOLINHAS DO SPORTING CLUBE DE TOMAR
SÃO TREINADORES:
-PEDRO NOBRE
-PETER CALAFATE
-CARLOS TOMÁS


EQUIPA DE INFANTIS C DO SPORTING CLUBE DE TOMAR ÉPOCA 2005/2006
TREINADOR PRINCIPAL:
-RUI NUNES
TREINADOR DE GUARDA-REDES:
-EDUARDO SABOGA
LEÕEZINHOS RUGIRAM ALTO

Como diz o ditado, “de pequenino se torce o pepino”, e foi o que os pequeninos dos infantis C comprovaram ao averbarem para si e para o Clube a vitória destacada no torneio de convívios da Associação de Patinagem do Ribatejo.
Iniciando a época com a responsabilidade da equipa anterior de Infantis C , que na passada época ganhou tudo o que havia para ganhar, cedo os infantis C de 2005/06 deram mostras de não querer deixar os seus créditos por mãos alheias.
Com uma equipa constituída com 50% de jovens da anterior equipa e outros 50% de estreantes na competição, estes oriundos das escolas do SCT, com um escalão etário mais baixo do que a maioria das restantes equipas do distrito participantes no torneio, mas animados por um ambiente de treino agradável e inteligente, proposto por todo um staf de treinadores (principal e de guarda redes), e de uma equipa de seccionistas, pais e amigos dos leõezinhos que sempre os acompanharam, foi possível chegar ao fim e arrecadar o primeiro lugar no torneio, para alegria de todos, mas em especial dos pequenos atletas, que como já foi dito pela primeira vez se viam metidos nestas andanças.
Ganhar é sempre bom e não declinaremos um “empertigar de lapela” orgulhoso quando o contamos aos amigos, mas sabemos que não é tudo. Não esquecemos que estamos perante crianças com 6-7 e 8 anos onde a sua formação como pessoas e desportistas não poderá ser esquecida, por isso aqui se deve uma palavra ao seu treinador principal, o Sr. Rui Nunes que nunca descorou esta perspectiva de formação, fazendo sempre a ligação perfeita com os pais dos mais pequenos, fomentando desta forma um espírito de camaradagem e colaboração de cujos resultados todos vieram a beneficiar.
O último jogo do Torneio já não perigava a classificação vitoriosa dos nossos leõezinhos, pelo que após o mesmo os pais promoveram um lanche comemorativo onde os treinadores participaram como convidados dentro do referido espírito de amizade que reina na equipa, e que tão salutar se mostra no dia a dia das nossas vidas.
Parabéns aos nossos pequenos hoquistas por conquistarem para o Sporting Clube de Tomar mais esta honrosa vitória, e agora vamos ao Torneio Distrital, com humildade mas também com esperança, e com o lema “o importante é participar”. E independentemente do resultado final, já todos ganhámos… confiança num futuro melhor para o clube e para a sociedade que nos rodeia.



João Mesquita

Dar nas vistas


Nem sempre o dar nas vistas pode ser negativo, a provar isso a história que vos vou contar.Era manhã de Setembro, iniciávamos a nossa actividade das escolas de patinagem no recém concedido pavilhão Jacome Ratton. Era o período de captação de alunos e de adaptação ao novo espaço. Era o princípio do “futuro” para o clube e para os jovens atletas que vinham até nós respondendo à divulgação do jornal Cidade de Tomar. Havia patins para todos experimentarem, e entre trambolhões e sorrisos envergonhados, todos iam usufruindo da nova experiência.Chegou até nós um garoto franzino, envergonhado e com voz de medo pediu-nos um par de patins para experimentar. Estava fora dos parâmetros estabelecidos para a aprendizagem, já que só tínhamos previsto crianças até aos sete anos ou pouco mais e ele já tinha 11 anos. Mas, e porque nunca fechamos a porta a ninguém, lá lhe tentámos arranjar uns patins para um pé de um tamanho que não estava nas nossas previsões, a solução foram uns velhos patins-bota, já com muitos sofrimentos nas rodas e nas botas, que já começava a esboçar um “sorriso largo” numa das pontas. Mas como era para experimentar, quem dá o que tem…Ao longo de algumas semanas o João, assim se chama o rapaz da nossa história, lá foi treinando com os velhos patins. Era vê-lo aos sábados de manhã, meia hora antes do treino já estava à porta do pavilhão, aguardando a chegada de quem lhe permitisse a entrada para a zona de treino. Soube depois que o João morava no Alto do Piolhinho e que vinha a pé de casa com o saco do equipamento às costas. E era o primeiro a chegar!Mas um dia, o sorriso nas botas dos patins alargou-se, e de tal maneira que ficaram inutilizados para a prática da patinagem, a cara do João esboçou um sorriso amarelo e uma lágrima surgiu-lhe nos olhos. Via morrer os companheiros de muitas horas de alegria, os velhos patins. Já sem botas, conseguiram-se arranjar uns patins de iniciação com que treinou daí para a frente. O mais importante era que o João já se evidenciara pela sua aplicação nos treinos, mas especialmente pela sua assiduidade e capacidade de jogo. O João era já uma aposta ganha como jovem atleta emergido das escolas do clube. No Natal, o Pai Natal foi amigo e o João viu realizado o seu sonho, recebeu uns patins com bota novinhos em folha, lindos e com umas rodas verdes cor da esperança que lhe ia na alma. Foi bom ver o João a patinar com asas nos pés, o ringue parecia ser o “Mundo todo” do João. Se por mais não fosse só por isto já teria sido bom o trabalho de organizar as escolas de patinagem, mas felizmente muitos outros pequenos atletas são hoje uma realidade no S.C.T. graças à “fábrica do futuro” que são as escolas.Hoje o João continua a ir ao treino das escolas mas está já a treinar com os infantis A onde pela idade que tem pertence, provando assim que nunca é tarde para cumprir os sonhos. Parabéns João, és um exemplo para todos nós.João Mesquita

Entre amigos

As histórias são como as cerejas, e quem conta histórias embala os sonhos. Deixem-me então embalar-vos em mais um sonho. Desta vez o nosso protagonista chama-se Gonçalo. O Gonçalo tem sete anos e como é natural anda na escola primária, aqui nos arredores da cidade, nos Casais. Tem dois irmãos mais velhos, e é o menino dos manos, o traquina e alegre da família, quem o conhece sempre lhe viu um sorriso e o cabelo em pé, com ar de quem está sempre em festa. Mexidinho, dizem uns, companheiro e amigo, dizem outros. Certo é que o Gonçalo tem um amigo que pratica hóquei nas escolas do SCT, e que um dia o convenceu a vir experimentar. O problema é que para isso era preciso alterar a vida dos pais. Sai da escola às 18.15, e os treinos são às 4as feiras às 18.30…apertado! E aos sábados? - Bem aí logo se vê.
No período de captação o Gonçalo não foi dos primeiros da época, já lá ia um mês de treinos quando ele apareceu. Experimentou e como todos, caiu, levantou-se, voltou a cair e voltou a levantar-se, e à medida que encarava a dificuldade que um desporto alicerçado na patinagem implica, quanto mais se desafiava a si próprio mais crescia em si o” bichinho” do hóquei. Nessa altura já os pais estavam convencidos que o filho encontrara o seu desporto e prontos para as prendas do Natal que se aproximava, encontraram aí as ideais, o equipamento de hóquei. Agora equipado a rigor o sonho ainda não terminara e o desabafo do Gonçalo veio quando menos se esperava; -Quero ser guarda-redes!... Foi como “dar pão ao mendigo”, há já algum tempo que nas escolas se procuravam guarda-redes, lugar de difícil ocupação e que só a dedicação, força de vontade e carisma podem acolher. Foi “ouro sobre azul”. Logo o Gonçalo foi experimentar o lugar que escolhera, entregue às mãos experientes e dedicadas do treinador de guarda-redes Sr. Saboga. Os resultados foram os melhores e com eles veio a esperança de um futuro a defender as nossas balizas. Agora já o Gonçalo está Federado e treina nos infantis C, onde brevemente alinhará. Do nada surgiu a vocação para uma função onde não há muitos, em especial com o gosto e o jeito do Gonçalo.
Ganhámos um amigo e um guarda-redes, mais uma flor das Escolas que já deu fruto. Parabéns Gonçalo, contamos contigo.

João Mesquita

RECORDAR É VIVER - OU DIVIDIR PARA REINAR ?